Com 15 anos eu coloquei pela primeira vez os pés em uma agência. De lá pra cá, formei minha certeza de que: quem nunca pôs os pés em uma agência, nunca vai conseguir por a sua mão nela. Pelo menos a ponto de chamá-la de AGÊNCIA.
Uma agência precisa ter a cultura, o caminho, a linha própria de uma incubadora de ideias comerciais. Ideias direcionadas a solução de problemas comerciais.
Ideias e criatividade em propaganda não é a mesma coisa do que criativo de bar.
A criatividade em propaganda é uma ferramenta de condicionamento de ideias em ideias comerciais. Mas não entenda “condicionamento” como algo quadrado. Cada equipe, cada líder, encontra o condicionamento correto para o seu trabalho. Este condicionamento pode estar em algo que aparente uma bagunça. Não tem regra. Pode também estar em uma estrutura quadrada e formal, ok. A única regra que pauta este condicionamento é o resultado para o cliente e a agência, e o respeito aos prazos.
Somente uma pessoa com vivência em agência, ciente do perfil que uma boa agência deva ter, é capaz de criar cultura e ambiente que proporcionem o melhor aproveitamento dos pares envolvidos no processo de uma agência.
Agências com ambientes errados servem para formar os certos. Agências com ambientes certos são exemplos. Quem nunca esteve em agência nunca fará uma. Não serve, não tem exemplo.
Culturas de fora, industriais, de serviço ou o que seja, deturpam o que de fato deva ser uma agência.
Um cliente como agência, na agência, quebra o princípio chave e básico da necessidade de se ter agência.
A agência, na minha visão, surge como ferramenta capaz de atender com criativida as necessidades de contato empresa/consumidor.
A criatividade atende as necessidades.
Atender, atendimento, vem como auxílio a criatividade.
Não podemos ter agências de atendimento. Atender por atender não é ser agência.
Pincelar “discursos formados” para o mercado, principalmente mercado de clientes, discursos de grandes nomes que guardam seu mérito apenas no que foram, pincelar estes discursos como apoio, é algo rasteiro, próprio a quem não é capaz de formar suas convicções após seu tempo agência.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
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